Vou ficar quietinho. Depois que estouramos a ogiva e o núcleo ficou exposto, melhor eu me retirar.

Guru e Delô formam o pedaço de uma nação, o pedaço mais abastado e educado, pedaços promissores de uma nação dividida em mil!
Guru diz: Deixo aqui, para meus amigos os respingos. O ácido já me queimou demais, vou para meu retiro espiritual digerir e tentar entender esse conflito. Não entendo. Fizemos tudo para o bem de todos! Meu relógio ficará próximo ao fogão, para eu não perder a hora de ligar o gás.
Alguém de fora comenta: Esta nação está em guerra civil e se perguntam por quê? Só agora gerou essa dúvida e como deixaram isso acontecer? Vou ter que perguntar ao Guru. Apesar dos quilinhos a mais ele é centrado, os exageros alimentares são uma exerção e  neste caso nada o detém, admite, adora a macarronada de domingo junto com maionese e batata. Outra de suas paixões é a tecnologia, foi ela que permitiu o surgimento de se nome, Guru. Não sabemos do que se trata a alcunha, no entanto deve ter alguma rasão entre seus pares. Será que eu consigo uma audiência? Delô pode falar por onde anda esse rapaz tão solicitado.
Consegui seu contato. Pronto! Está em sua casa conversando com os amigos. Vou dar uma chegada por lá. vejo o mestre sentado em seu sofá marrom e de encostos macios e faço a pergunta: Guru, como isso aconteceu, duas nações amigas? E a indústria, ninguém pensou nela? É ela quem fabrica os armamentos, não? Além do quê, os tipos de armas que estão sendo usadas, nesta guerra, depende de quanto temos para gastar, não é por aí? Quem está pagando esta conta? Se tem algum medo corte os gastou ou reverta para todos. Assim deixamos de ter fome. Quem tem fome não quer ouvir, "olha eu tenho aqui a solução para você", ele quer comer naquele momento. Precisa de energias para viver! Mas Guru, estamos lutando por um mesmo ideal revolucionário. Não estou entendendo seu discurso. Agora, o que aconteceu saiu do controle, como retomar o partido? Em 1910 Marinetti sabia o que fazia. Lembro-me de todo o movimento Futurista, Les mots en liberté ("Liberdade para as palavras") Marinetti, poeta e ativista, (não experimentou cantar, bem esperto), saía dando pancada e socos em todos pela frente. Assim disseram seus contemporâneos. Marcou aqueles meses. Guru, agora, uma nação se enfrenta assim, entre socos e pontapés. São amigos aparentemente, mas dão as costas um para outro depois de cem metros de distância, desconfiados. Que chato! Como montaram essa ogiva nuclear, os dois tem que deter essa. Como não pensara nisso. Acha que foram persuadidos pela indústria de armamento? Que duvida! Quanto tempo ficará em seu retiro?
Achamos que ele deveria ligar logo o gás, ou, rapidamente achar uma solução pratica. Parar com a prática de nudismo e se vestir de mulher. Nem o espelho aguenta mais.
Delô continua na batalha com seus amigos pretende ganhar a guerra. Mas, se o dinheiro acabar entregamos os betes.

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